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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Salve Tom! Salve Itamar!

Passeando pelos corredores de uma loja cheguei até o departamento de cds e não resisti, levei logo pra casa os mais recentes trabalhos de Vanessa da Mata e Zélia Duncan. Por causa disso ando embriagado de boa música. As talentosas cantoras reavivaram as obras de dois importantes nomes da nossa MPB Tom Jobim e Itamar Assumpção.

Vanessa da Mata - Dindi



Vanessa deu um novo ar aos clássicos do maestro Jobim. Por ser tratar de clássicos, impossível alguém não conhecer pelo menos uma das 16 faixas apresentadas. 


Vanessa da Mata - Fotografia



E como estamos falando de Tom Jobim é garantido o sucesso. Difícil explicar como que ouvir canções tão conhecidas (às vezes batidas) ainda podem nos causar tantas coisas boas. 


Vanessa da Mata - Este Seu Olhar



Vanessa revigorou com sua voz, arranjo e talento o trabalho de Jobim nos dando a estranha sensação de estarmos a ouvir novas músicas de amor. Ai, ai... álbum para ser saboreado por todos os amantes de boa música. Para ouvir e ir looooonge, voar em lembranças, saudades, dores de cotovelo, paixões, porres e similares. 

Vanessa da Mata - Por causa de você


Zélia Duncan dá seu show ao revisitar as canções do amigo/parceiro/comparsa/cúmplice Itamar Assumpção. Quem já acompanha o trabalho de Zélia logo percebe que o álbum tem sua cara, jeito e swing da artista. Talvez pelo fato de seu trabalho estar extremamente ligado ao de Itamar. 


Zélia Duncan - Vê se me esquece



Cheio de sacadas sacanas é um cd para ouvir, rir, pensar e até mesmo para falar de amor (no melhor estilo do homenageado). Não deixa de ser, também, uma homenagem à poetisa Alice Ruiz, parceira de Itamar em boa parte das canções regravadas. 


Zélia Duncan e Martinho da Vila - É de Estarrecer



O álbum conta ainda com as participações de Martinho da Vila e Ney Matogrosso e os arranjos de Marcelo Jeneci para deixar ainda melhor o que já está muito bom. 


Zélia Duncan e Ney Matogrosso - Isso Não Vai Ficar Assim



A última faixa "Zélia Mãe Joana" é uma canção de Itamar para a cantora. A "personagem" descrita na canção é uma verdadeira quizumbeira/macumbeira/feiticeira/barraqueira das boas que só Itamar sabe narrar. Divirta-se!, é o que digo a quem for curtir esse som.


Zélia Duncan - Zélia Mãe Joana

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Encontros Musicais: 27/08

Talvez esta seja a postagem mais diversificada entre as que já coloquei no nosso blog. Boa parte dessas músicas não ganhou as rádios brasileiras, mas vale o encontro. Como sempre, de ótima qualidade.

Marina Machado e Samuel Rosa - Grilos


Roberta Sá e Lenine - Fogo e Gasolina


Fagner e Zeca Baleiro - Fanatismo


Rita Lee e Cássia Eller - Luz del fuego


Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede - Jesus

segunda-feira, 15 de março de 2010

Encontros Musicais - 15/03

Os encontros de hoje representam grandes parcerias que renderam álbuns inteiros com estes duetos. Começando pela parceria de Pedro Luís (e a sua parede) com o mestre Ney Matogrosso.

Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede - O mundo


Titãs e Os paralamas do Sucesso - Marvin


Fagner e Zeca baleiro - Palavras e Silêncio


Simone e Zélia Duncan - Mãos Atadas


Roberto Carlos e Caetano Veloso - Wave

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dia do Samba - Parte 1

No Brasil do início do século XX a paisagem do Rio de Janeiro começou a mudar de maneira vertiginosa. Capital da recém proclamada República, o Rio via os cortiços se espalharem pela cidade e junto deles o aumento da população negra. Em grande parte sua transformação era impulsionada pela abolição da escravatura que levou muitos “ex-escravos” para a cidade.

Mart'nália e Caetano Veloso - Pé do meu samba


No início da década de 1890 já havia mais de meio milhão de habitantes na cidade, sendo que apenas a metade era natural da capital. O Rio atraía milhares de pessoas e se transformava em um epicentro político, social e cultural do país. Diante do grande crescimento demográfico, a elite carioca queria tornar a capital em um lugar mais civilizado.

Zeca Pagodinho - Quando a gira girou


O conceito de civilização, defendido pela elite carioca da época, tinha na verdade outras intenções. A de retirar do centro da cidade a parcela pobre e negra da população. É nesse momento histórico que nascem as favelas cariocas. A parcela humilde da sociedade se vê obrigada a subir os morros e construir seus barracos.

Ney Matogrosso e Moreira da Silva - Na subida do morro


A exclusão dos negros aconteceu não apenas no ponto habitacional, quando o governo os retirou da cidade, ela aconteceu em todos os aspectos. Escolas e fábricas também não os aceitaram, alegando que faziam isso para estarem compatíveis com as exigências do mercado urbano.


Exaltasamba e Racionais MC's - Favela


Foi essa exclusão que motivou ainda mais os negros a reforçarem sua cultura e sua forma de sociabilização, transmitidas pelas instituições religiosas afro-brasileiras. São nas festas ou reuniões familiares que eles se libertam do olhar preconceituoso da sociedade. A realização das festas acontecia, em sua maioria, na casa das
tias, ou tios (como eram conhecidos), espalhados pela cidade.

Nelson Sargento e Teresa Cristina - Agoniza mas não morre