Ouvindo vários álbuns antigos do Caê e percebendo quão atual ainda são. Não apenas o baiano, mas outros artistas como Chico Buarque, Nelson Cavaquinho, Erasmo Carlos, Gonzagão, Tom e Vinícius, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro, entre outros, que sempre primaram pela qualidade em seus trabalhos.
Caetano Veloso - Trem das Cores
A música trazia um valor social, político, cultural, moral... Havia, também o ruim. O mal gosto sempre existiu e existirá (lembrando que o que define como bom ou mal o gosto musical são os ouvidos de cada um). Mas mesmo o que me parecia ser o ruim de antes era bem melhor que o de hoje.
Nelson Cavaquinho - Quando Eu Me Chamar Saudade
Erotização, letras chicletes, canções bobas de amor, machismo, tudo isso não é novidade no repertório nacional. Mas antes, quando tudo era proibido e oprimido, as canções eram geniais. Exigiam a genialidade de nossos artistas. Talvez por isso havia tanta paixão e tesão a cada trabalho. Havia arte na música.
Caetano Veloso - Elegia
Hoje mal ouço as rádios. Me cansam, me esvaziam e trazem a sensação rala de que só há barulho. Os tempos atuais excluem das rádios a boa música. Nem a ditadura pensou nessa forma de censura e controle: emburrecer os ouvintes/cidadãos. Definitivamente, vivi noutros tempos. Numa época em que não precisava procurar muito nas rádios ou TV para se ouvir coisas boas e agradar ouvidos e alma.
Clementina de Jesus - Canto dos Escravos
É tão estranho e prazeroso ouvir Elis, Caetano, Djavan, Mutantes, Gil, Dolores Duran, Cartola, Clara Nunes, Clementina de Jesus, Jorge Ben Jor, Tim Maia... e me parecer tão próximo. Não (apenas) pela influência musical dos meus pais. Meu coração me diz que os curti noutros tempos, noutras praças. Acho que esse é um dos maiores motivos para acreditar na reencarnação.
Caetano Veloso e Djavan - Sina
Fui contemporâneo deles, eu sinto. Não hoje, mas quando ainda eles eram nossas maiores e melhores referências musicais dentro e fora do Brasil. Num tempo onde "ficar babando", "Tchu tchá" e "tchê tcherere tchê tchê" jamais seriam nossos maiores sucessos.
Nada como versões brazucas para sucessos internacionais. Abrindo os trabalhos Filipe Catto e sua versão brega-romântica para um clássico dos Beatles.
Filipe Catto - Eu Te Amo (And I Love Her)
Sandra de Sá e Djavan regravando um clássico de Stevie Wonder. Hoje, também um clássico nacional. A primeira versão (dessa versão) é um dos maiores sucessos da carreira de Gal Costa.
Sandra de Sá e Djavan- Nada Mais (Lately)
Com sua voz inconfundível, Zé Ramalho regrava a versão, feita por Caetano Veloso, para um dos maiores sucessos de Bob Dylan.
Zé Ramalho - Negro Amor (It's all over now, Babe Blue)
Fechamos com Cidade Negra regravando Jimmy Cliff. A versão é do Nando Reis, gravada ainda nos anos 80 quando integrava os Titãs.
Cidade Negra - Querem Meu Sangue (The harder they come)
Um dos mais jovens e talentosos artistas da nossa música, Filipe Catto regrava este clássico. Antes, sucesso na voz de Fábio Júnior.
Filipe Catto - 20 e poucos anos
Djavan é uma unamidade entre nossos artistas. Ídolo e referência também lá fora, sempre foi regravado por inúmeros artistas. Ed Motta faz sua versão para Samurai.
Ed Motta - Samurai
Renato Russo foi um dos maiores compositores do rock do anos 80 e da nossa MPB. Mas aqui se mostra intérprete, ao fazer dua versão em italiano para a música de Lulu Santos.
Amor: afeição profunda; objeto dessa afeição; conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem o instinto sexual; afeto a pessoas ou coisas; paixão; entusiasmo.
Amor: afeição profunda; objeto dessa afeição; conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem o instinto sexual; afeto a pessoas ou coisas; paixão; entusiasmo.
Legião Urbana - Antes das seis*
*O vídeo é uma montagem feita com uma animação francesa Djavan - Um amor puro
Roberta Campos - Quem sabe isso quer dizer amor*
*cenas da novela Viver a vida, Rede Globo de Televisão
Minha bela cidade chega aos 50 anos. Uma senhora menina, com problemas, com virtudes, feita de gente e sujeita a erros e acertos. Uma cidade viva, ampla, com espaços para não sufocar aqueles que se apaixonarem pela sua arquitetura. Uma cidade seca, empoeirada, verde, concretada e coberta pelo céu mais bonito do mundo. Parabéns Brasília, te amo!
Hoje vamos nos encontrar com as batucadas e as influências do samba dentro da nossa música. Encontros de gerações, encontros de amigos, encontros de família, enfim... encontros musicais nacionais e dos melhores.
Pitty e Marcelo D2 - Edmundo
Mart'nália e Djavan - Celeuma
Roberta Sá e Pedro Luís e a Parede - Girando na renda
João Bosco e Yamandú Costa - Linha de passe
Max de Castro, Simoninha e Seu Jorge - País tropical
Ontem (27/01) um dos maiores nomes da nossa MPB completou 61 anos de vida. O alagoano, Djavan Caetano Viana, é dono de um vasto repertório de canções que marcaram e ainda marcam gerações.
Djavan - Samurai
Djavan - Se
A paixão pela música levou o garoto Djavan a tocar violão aos 16 anos. Dois anos depois já fazia parte de um grupo vocal cantando e tocando os Beatles. Aos 24 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro onde sua carreira musical ganhou novas dimensões.
Djavan - Fato consumado
O jovem artista estava agora cantando nas noites cariocas e perto do que, na época, era o grande centro musical do país (talvez hoje ainda seja). Na mesma época foi contratado pela Som Livre. Durante três anos gravou músicas para novelas da Rede Globo. Djavan tinha agora um oceano musical ao seu redor.
Djavan - Oceano
A partir daí participou de festivais e consagrou-se como um dos grandes talentos da nossa música. Djavan está no patamar mais elevado entre os grandes compositores e músicos brasileiros do século XX. Salve Djavan. Mais e mais música na sua vida e mais e mais canções de amor em nossas vidas. Vamos Djavaniar!!!!
Eles são pop, são rock, são mpb, são samba... e por serem várias coisas a cada novo trabalho se encontram hoje para provar o quanto se misturam e se recriam.
Pintura e música fazem parte de um mesmo grande grupo, o das artes. Em comemoração ao dia do pintor a música brasileira traz suas tintas para colorir nossa postagem de hoje. Na aquarela de cores já cantadas por nossos artistas, trago várias opções para que você escolha a sua cor preferida.
Adriana Calcanhoto sutilmente envolve nossos ouvidos com sua voz serena. Mesmo quando dedica um álbum inteiro as crianças ela consegue ser pop e conquistar a todos. Admirada mundo à fora, em especial em Portugal, Calcanhoto é uma das mais talentosas compositoras da atualidade.
Adriana Calcanhoto - Metade
João Rubinato, ou como era realmente conhecido: Adoniran Barbosa, foi a prova concreta de que o samba podia ser feito na selva de pedra. Figura única de nossa música, irreverente, de voz rouca, o paulistano Adoniran fez samba para que todos pudessem admirar. Cantando o português de forma errada, se aproximou e conquistou o grande público.
Adoniran Barbosa - As mariposa
Tim Maia é outra daquelas figuras folclóricas de nossa música. Seja o sacana e bem-humorado ou o resmungão pedindo mais retorno, Tim deixa muitas saudades em seus fãs. Talentoso, de voz potente e bela, sua carreira de sucessos se confunde com o abuso de drogas. Talvez o defeito que mais tenha desagradado seus fãs, era o fato de que nem sempre ele aparecia nos seus shows e apresentações nas tvs.
Tim Maia - Do Leme ao Pontal
Dos grandes sambistas que você conhece atualmente, boa parte tem Beth Carvalho como madrinha. A cantora vem de uma época em que muitas mulheres estavam se destacando nas rodas de samba. Entre elas: Alcione, Clara Nunes, Dona Ivone Lara e Clementina de Jesus. Beth Carvalho - As rosas não falam
O Rappa foi uma das boas surpresas da década de 1990. Com as críticas socias impregnadas em suas letras a banda carioca, sem um estilo definido, se definiu muito bem em cada protesto que cantou. Hoje, sem Marcelo Yuka, principal letrista, a banda perdeu o brilho de antes, mas ainda tem um público fiel onde quer que vá.
O Rappa - Minha Alma (a Paz que Eu Não Quero)
Alagoano de talento indiscutível, Djavan é unanimidade entre jovens e adultos. O compositor e cantor nordestino sabe muito bem levar o romantismo em suas canções. Na estrada há tanto tempo ainda se mantêm criativo e com talento de sobra.
Djavan - Te devoro
Dorival Caymmi compôs para nossos maiores intérpretes. O samba do baiano atravessou o mundo e está entre nossas músicas mais conhecidas internacionalmente. Entre suas principais intérpretes está Carmem Miranda. Caymmi deixou, além de uma bela obra, uma musical e talentosa família que continua levando seu nome e a tradicional música baiana adiante.
Dorival Caymmi e Gal Costa - Só louco
O rock da década de 1980 foi criativo e debochado com o fim da ditadura. Dentre as inúmeras bandas da época, os Titãs foram os que mais reuniram talentos em um só lugar. Mesmo com a saída de Arnaldo Antunes, Nando Reis e a morte de Marcelo Frommer, os paulistanos continuam emplacando hits ainda hoje. Os roqueiros sabem como se manter no voraz mecado e se renovar agradando e conquistando novos públicos.
Titãs - Porque eu sei que é amor
Acredito que o sonho de toda intérprete seja cantar como Maria Bethânia. A baiana talvez seja, atualmente, a nossa maior intérprete. Bethânia construiu sua carreira com seu canto e seu repertório, sem viver às margens do talento do irmão, Caetano Veloso. Assim como Clara, a cantora sempre trouxe em seu repertório canções que falassem dos orixás e dos elementos das religiões afrobrasileiras, mas também soube falar do amor.
Maria Bethânia - Olhos nos olhos
Se engana quem pensa que o Maranhão é lugar de pouca inspiração musical. Zeca Baleiro é um dos novos e geniais nomes da nossa música. O talentoso compositor é de uma nova geração que ainda tem muito para contribuir à nossa música.
Zeca Baleiro - Lenha
Se espanta quem ouve pela primeira vez, Clementina de Jesus. Com uma voz única a grande sambista é quase desconhecida atualmente. Uma de nossas grandes figuras musicais, ela está entre as maiores vozes negras de nosso país. Pena que pouca gente (re)conheça e admire seu trabalho.
Clementina de Jesus - Ensaboa
Brasília também contribuiu musicalmente para nossa música popular. O Natiruts deixou o Lago Paranoá e surfou em outras ondas por todo o país. A banda representa o mais bem sucedido caso de reggae dentro da nossa música, atualmente. Frutos da geração pós-Cidade Negra, os brasilienses sabem como levar seu público ao delírio.
Natiruts - Reggae power
A Legião Urbana foi, com certeza, a maior banda de rock do Brasil. Quem conseguiu compor e entender tão bem o que se passava com seus fãs como fez Renato Russo? Quem conseguiria fazer uma canção de quase dez minutos de duração se tornar um clássico e ser tocada em rádios? A Além desses e de tantos outros feitos, a Legião conseguiu vender milhões de cópias fazendo pouquíssimos shows. Em cada apresentação milhares de fãs se apertavam em estádios e ginásios para ver de perto as históricas apresentações da banda brasiliense.
Sérgio Mendes hoje é conhecido pela juventude brasileira, esse reconhecimento e renovação de seu público se deu à regravação do sucesso de Jorge Ben Jor, Mas que nada. Ao lado do Black Eyed Peas o brasileiro transformou a famosa canção de Ben Jor, em um hit mundial.
Sergio Mendes & Brasil 66 e The Black Eyed Peas - Mas que nada
Revirando o Youtube, achei o dueto abaixo. Em um português muito bem treinado e pronunciado, Carol Welsman canta Oceano com Djavan.
Os corações brasileiros já foram embalados por várias canções de amor. Algumas que lembram momentos tristes, outras que lembram dias inesquecíveis ao lado de quem amamos muito. Todo amor possui uma trilha sonora, por mais que o coração tenha sofrido.
Os vídeos de hoje são em homenagem aos cardiologistas, por seu dia. Que eles continuem cuidando dos nossos corações tão sofridos e amados (que bonito isso).
Um dos maiores nomes de nossa música popular, Caetano Veloso, comemora hoje seus 67 anos de muita música e sucessos. Reconhecido dentro e fora do nosso país, o músico possui uma longa e bem sucedida trajetória, que muitas vezes se confunde com as carrerias dos amigos Gal Costa e Gilberto Gil, além da irmã Maria Bethânia.
Sem muitas delongas vou poupar a conversa e postar grandes obras do aniversariante na voz de grandes e novos intérpretes de nossa música. Além disso, duetos do baiano com amigos.
Parabéns Caetano, muitos anos de vida.
Jauperi - Milagres do Povo
Mariana Aydar - Beleza Pura
No vídeo abaixo Bethânia comenta o exílio do irmão e canta a música gravada pela amiga Gal Costa.